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domingo, novembro 7

Revolta Praieira - 7 de Novembro de 1848

Revolta Praieira




A Revolta Praieira, também denominada como Insurreição Praieira, Revolução Praieira ou simplesmente Praieira, foi um movimento de caráter liberal e separatista que eclodiu na Província de Pernambuco, no Brasil, entre 1848 e 1850.

Contexto

A Última das revoltas provinciais, está ligada às lutas político-partidárias que marcaram o Período Regencial e o início do Segundo Reinado. Sua derrota representou uma demonstração de força do governo de D. Pedro II (1840-1889).

De forma global, inscreveu-se no contexto das revoluções socialistas e nacionalistas que varreram a Europa neste período do século XIX, incluindo a Revolução de 1848 na França que promoveu a extinção do Absolutismo no país.

A nível local foi influenciada pelas ideias liberais dos que se queixavam da falta de autonomia provincial, sendo marcada pelo repúdio à monarquia, com manifestações a favor da independência política, da república e por um reformismo radical.

Com fundo social, econômico e político, contou com a participação das camadas menos favorecidas da Província de Pernambuco, oprimidas pela grande concentração fundiária nas mãos de poucos proprietários. Como exemplo, uma quadra popular à época, refere à poderosa família Cavalcanti:

"Quem viver em Pernambuco

não há de estar enganado:

Que, ou há de ser Cavalcanti,

ou há de ser cavalgado." (Quadra popular)

Ainda como fundo sócio-econômico, registra-se a histórica rivalidade com os portugueses, que dominavam o comércio na Província.

A luta

A 7 de novembro a cidade de Olinda pega em armas e, como um rastilho, o movimento rapidamente espalha-se por todo Pernambuco. Surgira como uma explosão dos ânimos e das vontades. Amaro Quintas observa que na história dos movimentos pernambucanos ocorria (...) "não um movimento de cima para baixo, mas, ao inverso, de baixo para cima". Acrescenta, adiante, que o que empolgara e impulsionara a Praieira foram os líderes populares e não os líderes da cúpula partidária".



A revolta teve como causa imediata a destituição, por D. Pedro II, do Presidente da Província Antônio Pinto Chichorro da Gama (1845-1848), representante dos liberais. Durante quatro anos à frente do poder, Chichorro da Gama combatera o poder local dos gabirus, grupos mais poderosos da aristocracia latifundiária e mercantil, ligados ao Partido Conservador.

A substituição deste liberal pelo ex-regente Araújo Lima, extremamente conservador, foi o estopim para o início da revolução, que já acumulava insatisfação com a política imperial e dificuldades devido ao declínio da economia açucareira.

Os rebeldes queriam formar uma nova Constituinte para alterar a Constituição brasileira de 1824, visando a efetiva liberdade de imprensa (uma vez que esta estava limitada, extinguindo artigos que ferissem a família real ou a moral e os bons costumes), a extinção do poder moderador e do cargo vitalício de senador, voto livre e universal, garantia de trabalho, além da nacionalização do comércio varejista que estava nas mãos dos portugueses

Em abril de 1848, os setores radicais do Partido Liberal pernambucano – reunidos em torno do jornal Diário Novo, na Rua da Praia, no Recife, e conhecidos como praieiros – condenaram a destituição de Chichorro da Gama, interpretando esse gesto como mais uma arbitrariedade imperial.



 
A revolta contra o novo governo da Província eclodiu em Olinda, a 7 de novembro de 1848, sob a liderança do general José Inácio de Abreu e Lima, do Capitão de Artilharia Pedro Ivo Veloso da Silveira, do deputado liberal Joaquim Nunes Machado e do militante da ala radical do Partido Liberal, Antônio Borges da Fonseca. O Presidente nomeado da Província, Herculano Ferreira Pena, foi afastado e o movimento espalhou-se rapidamente por toda a Zona da Mata de Pernambuco.

A sua primeira batalha foi travada no povoado de Maricota (atual cidade de Abreu e Lima).

Em 1 de Janeiro de 1849, os revoltosos lançaram o seu programa, um documento que denominaram Manifesto ao Mundo, de conteúdo socialista utópico, supostamente escrito por Borges da Fonseca, um jornalista. O manifesto ao defendia:

o voto livre e universal do povo brasileiro;

a plena e absoluta liberdade de comunicar os pensamentos por meio da imprensa (liberdade de imprensa);

o trabalho, como garantia da vida para o cidadão brasileiro;

o comércio a retalho só para os cidadãos brasileiros;

a inteira e efetiva independência dos poderes constituídos;

a extinção do Poder Moderador e do direito de agraciar;

o elemento federal na nova organização

a completa reforma do Poder Judiciário, de forma a assegurar as garantias dos direitos individuais dos cidadãos;

a extinção da lei do juro convencional;

a extinção do sistema de recrutamento militar então vigente.

Apesar do caráter liberal da revolução, os revoltosos não cogitavam a abolição da escravidão.

Depois de receber a adesão da população urbana que vivia em extrema pobreza, pequenos arrendatários, boiadeiros, mascates e negros libertos, os praieiros marcharam sobre o Recife em fevereiro de 1849 com quase 2.500 combatentes, mas foram rechaçados.

A repressão

A Província foi pacificada por Manuel Vieira Tosta, indicado como novo presidente, auxiliado pelo Brigadeiro José Joaquim Coelho, novo Comandante das Armas. As forças rebeldes foram derrotadas nos combates de Água Preta e de Iguaraçu.

Os líderes do movimento pertencentes à classe dominante, foram detidos e julgados apenas em 28 de novembro de 1851, quando os ânimos na província já tinham serenado, ocasião em que o governo imperial pôde lhes conceder anistia. Voltaram, assim, a ocupar os seus cargos públicos e a comandar os seus engenhos.

Por outro lado, os rebeldes das camadas sociais menos privilegiadas - rendeiros, trabalhadores e outros - não tiveram direito a julgamento e, ou sofreram recrutamento forçado ou foram anistiados por intervenção de seus superiores para retornarem ao trabalho, exceto aqueles que foram sumariamente fuzilados durante e logo após os combates.

Consequências

Com o fim da Praieira no início de 1850, iniciou-se a segunda fase do Segundo Reinado, um período de tranquilidade política, fruto do Parlamentarismo e da Política de Conciliação implantados por D. Pedro II, e da prosperidade trazida pelo café.

É importante lembrar que, apesar de a revolução ter sido liderada por liberais, ela ainda não tinha caráter essencialmente republicano: apenas alguns de seus participantes apoiavam a proclamação da República.

Muitos dos revoltosos foram presos por que outros desses, traíram o movimento.


Fonte - Enciclopédia livre

 


A história do estado Pernambucano - Pernambuco foi uma das primeiras áreas brasileiras ocupadas pelos portugueses. Em 1535, Duarte Coelho torna-se o donatário da Capitania, fundando a vila de Olinda e espalhando os primeiros engenhos da região.

No período colonial, Pernambuco torna-se um grande produtor de açúcar e durante muitos anos é responsável por mais da metade das exportações brasileiras. Essa riqueza atrai novos colonos europeus que constróem no estado um dos mais ricos patrimônios arquitetônicos da América Colonial.

A riqueza de Pernambuco foi alvo do interesse de outras nações. No século XVII, os holandeses se estabelecem no estado. Entre 1630 e 1654, Pernambuco é administrado pela Companhia das Índias Ocidentais. Um dos seus representantes, o príncipe João Maurício de Nassau, traz para Pernambuco uma forma de administrar renovadora e tolerante. Realiza inúmeras obras de urbanização no Recife, amplia a lavoura da cana, assegura a liberdade de culto.

No período holandês, é fundada no Recife a primeira sinagoga das Américas. Amante das artes, Nassau tem na sua equipe inúmeros artistas, como Frans Post e Albert Eckhrout, pioneiros na documentação visual da paisagem brasileira e do cotidiano dos seus habitantes.

Os pernambucanos se orgulham de sua participação altiva na História do Brasil, sempre mantendo altos ideais libertários, como na Guerra dos Mascates, entre 1710 e 1712; a Revolução Pernambucana, em 1817; a Confederação do Equador, em 1824; a Revolta Praieira, em 1848.

Com o advento da República, Pernambuco procura ampliar sua rede industrial, mas continua marcado pela tradicional exploração do açúcar. O Estado moderniza suas relações trabalhistas e lidera movimentos para o desenvolvimento do Nordeste, como no momento da criação da Sudene.

A partir de meados da década de 60, Pernambuco começa a reestruturar sua economia, ampliando a rede rodoviária até o sertão e investindo em pólos de investimento no interior do estado. Na última década, consolidam-se os setores de ponta da economia pernambucana, sobretudos aqueles atrelados ao setor de serviços (turismo, informática, medicina) e estabelece-se uma tendência constante de modernização da administração pública.

Fonte - Investigação histórica


REVOLUÇÃO PRAIEIRA 1848


Teve o que nunca se viu, e que lhe faz destacar.
Socialismo pro Brasil, por isso faz impressionar.
Utópica de verdade, qual os franceses da ocasião.
Praieira foi a Igualdade, contra toda exploração.

Quando igualdade falava, era a abolição incluída.
Liberdade não faltava, e nisso era comprometida.
Socialismo é Boa Vontade, é não ter subjugação.
Praieira foi a Igualdade, contra toda exploração.

Quarenta e oito o ano, foi contra o feudalismo.
Pernambuco sem engano, Utópico Socialismo.
Com amor e fraternidade, ante a expropriação.
Praieira foi a Igualdade, contra toda exploração.

Toda Fé e esperança, de ao Brasil transformar.
Pra haver aventurança, e toda liberdade sonhar.
Uma luz da liberdade, grito contra a exploração.
Praieira foi a Igualdade, contra toda exploração.

Foi um sonho sonhado, foi uma honra divina.
Teve Nunes Machado, Pedro Ivo e Abreu Lima.
Foi de Dignidade, Borges da Fonseca um irmão.
Praieira foi a Igualdade, contra toda exploração.

O Grupo anti imperial escreve no Diário Novo.
Deixam o Partido liberal, ficam ao lado do povo.
Não aceitam a falsidade, com garra combaterão.
Praieira foi a Igualdade, contra toda exploração.

Ilegalidades montadas, de enganação e joguete.
E ameaças perpretadas, as Eleições do Cacete.
O Golpe da maioridade, foi infame usurpação.
Praieira foi a Igualdade, contra toda exploração.

Voto livre defendendo, comercio nacionalizar.
Os Oligarcas contendo, monopólios não deixar.
Por mais liberdade, dos meios de comunicação.
Praieira foi a Igualdade, contra toda exploração.

Toda classe empobrecida, aderia ao movimento.
Turma muito sofrida, precisando ter um alento.
Insuportável a desigualdade, mudar toda nação.
Praieira foi a Igualdade, contra toda exploração.

Terra para o Brasileiro, e o voto livre universal.
Um povo capaz obreiro, pra construir o nacional
Imprensa liberdade, e poder moderador extinção.
Praieira foi a Igualdade, contra toda exploração.

Era uma opressão eterna, e situações infernais.
Desde a classe subalterna, a todos profissionais.
Gente de toda atividade, e todo tipo de artesão.
Praieira foi a Igualdade, contra toda exploração.

Enfrentaram duro pleito, e o povão votou legal
Chicorro da gama eleito, Governador provincial.
Foi uma Vitória de verdade, venceram a eleição.
Praieira foi a Igualdade, contra toda exploração.

Vai haver vil terror, o povo é roubado e traído.
Liberais vão ao Imperador, e eleito é destituído.
Não existe probidade, juramento ou constituição.
Praieira foi a Igualdade, contra toda exploração.

O império é traiçoeiro e já prepara pra reprimir.
E ao Povo Brasileiro, só vai lhe restar o resistir.
Com heroísmo e dignidade, contra a vil opressão.
Praieira foi a Igualdade, contra toda exploração.

Nosso povo altaneiro, Brasileiro. de todo ideário.
O Negro e o Boiadeiro, mulato e o arrendatário.
Formando a nacionalidade, peito aberto e coração.
Praieira foi a Igualdade, contra toda exploração.

Pedro Ivo Comandante, linda História escrevendo.
Foi um sacrifício Gigante, todo heroísmo vivendo.
Do Império impiedade, do nosso povo imensidão.
Praieira foi a Igualdade, contra toda exploração.

O Poderio Bélico Imperial, é que foi decisivo.
A Luta foi sem igual, poder de fogo imperativo.
Não era ter humanidade, era a posse de canhão.
Praieira foi a Igualdade, contra toda exploração.

Foi escrita a História, no sangue do povo a honrar.
Esta na nossa memória, vamos nosso povo exaltar.
Atingiram a imortalidade, o Império foi danação.
Praieira foi a Igualdade, contra toda exploração.

Azuir Filho e Turmas: Do Social da Unicamp e, de Amigos,

de: Rocha Miranda, Rio, RJ e, de Mosqueiro, Belém, PA.

Poesia de Homenagem a Revolução Praieira, ocorrida em Recife em 1848, ano de um Movimento de Revoluções ocorridas por todo Mundo, e que ficaram famosas por terem idéias do Socialismo Utópico, difundidas pelos Grandes Pensadores Robert Owen, Fourier e Proudhon. Também exaltamos com orgulho os lideres da Praieira, Nunes Machado, o Pedro Ivo, o Borges da Fonseca e o Abreu Lima, o filho do já Heróico Padre Roma, todos intelectuais conhecidos e respeitados na época pela história de vida de cada um, como defensores dos valores de Humanidades, contidos no Manifesto ao Mundo que é Publicado como Programa de suas aspirações e Compromissos.

O Partido da Praia como Ficou Conhecido, Os Praieiros, ganhou as Eleições para Governador da Província, sobre os rivais Liberais e Conservadores. Que apavorados conseguiram que o Governo Imperial anulasse a Eleição, levando os Praieiros a revolta e a tomada do Poder pela força do povo. As Tropas mercenárias do governo Imperial, Fortemente Armadas, com fuzis e canhões, vencen os Praieiros e reinstalam a Ordem do Sistema de Desigualdade e Exploração Escravista e Desumano, tão conhecido na História do Brasil. Ficou na alma dos Brasileiros o sonho e a aspiração de uma Sociedade mais justa para todos.Praieira foi a Igualdade, contra toda exploração.

Fonte - Overmundo
 

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